18 de dez de 2010

can we pretend.


       Se eu tento me enganar dizendo para mim mesma que ele não é mais ninguém em minha vida e que o odeio mais do que qualquer coisa neste mundo?  Sim...  isso é o que eu mais fasso durante as 24 horas do meu dia.
       O meu corte ainda está aberto. A vontade de gritar,chorar ou até mesmo urrar de dor é cada vez mais irresistível, mas eu simplesmente não posso. Não posso me submeter a isso justamente agora. Não posso ser fraca neste momento!  É o meu terceiro corte! Eu já deveria estar acostumada! Essa dor insuportável já não deveria me causar tanto pavor! Ver este corte aberto deveria ser simplesmente motivo de risadas da minha parte.
       Mas não... a cada momento em que apenas cogito me envolver com alguém mesmo sem tendo a menor ideia de quem seria, meu corte começa a arder, a dor se torna insuportável,sinto que o ferimento dilata e que começa a sangrar novamente. E quando paro de cogitar ideias para me fazerem feliz e volto a pensar em Bruno, a dor, a dilatação, o sangue... TUDO! Parece que tudo some! É incrível! Mesmo a lâmina Bruno tendo me causado o pior ferimento de todos ela ainda me causa bem.
        Eu poderia até cuidar bem deste ferimento para que ele se cicatrizasse mais rapidamente, mas eu simplesmente não quero. Não quero fingir que está tudo bem e que estou feliz. Não quero mais fingir que o amo apenas como meu amigo, simplesmente porque o fato de saber que ele me ama apenas assim me da vontade de piorar o meu corte.
         A farça que apresento para os meus amigos e minha família todas as manhãs no meu sorriso está me consumindo... não estou triste, mas não estou feliz também... alias, nem um pouco feliz... eu o quero ao meu lado novamente, dizendo que me ama, dizendo que sou o amor de sua vida... mas eu simplesmente não o tenho e tenho que parar de pensar no que não é mais de meu direito.

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